Ter uma renda extra mensal é objetivo de muitos investidores. E, com a popularização cada vez maior dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), por sua forma de rendimento, o ativo se torna uma opção para atingir essa meta.
A seguir te contamos sobre como começar a investir nesses tipos de fundos e garantir rendimentos de R$ 1 mil por mês só por meio desses aportes. Confira!
Como funcionam os rendimentos dos Fundos Imobiliários
Os FIIs são instrumentos do mercado financeiro que permitem que um grupo de investidores possa acessar o mercado imobiliário. Esses fundos, que são tocados por um gestor ou por gestores, geram receitas por meio de negócios que podem ser aluguéis, vendas de imóveis, desenvolvimento imobiliário (construção), renda fixa ligada ao setor imobiliário, entre outras.
“O fundo tem uma regra que ele precisa distribuir pelo menos 95% dos lucros do fundo com seus cotistas. Também acaba sendo uma boa prática do mercado o pagamento mensal desses rendimentos. Então, basicamente é assim que funciona o rendimento do fundo imobiliário. Trata-se de parte do lucro desses negócios imobiliários que são divididos entre os cotistas, entre os sócios”, afirma Antonio Sanches, analista da Rico.
Quanto investir em FIIs para ter R$ 1 mil em rendimentos mensais?
O analista destaca primeiramente que a rentabilidade dos investimentos em FIIs pode variar bastante. Isso acontece já que cada fundo tem um lucro diferente em relação ao valor da cota.
Contudo, ele dá como exemplo e parâmetro o Dividend Yield (DY) (uma expressão inglesa que traduzida, literalmente, significa rendimento do dividendo) médio da carteira recomendada de FIIs da Rico.
Até o mês de agosto, esse tipo de investimento rendeu cerca de 10,5% ao ano. Com esse valor, convertido de forma mensal, seria necessário investir cerca de R$ 101 mil para conquistar o rendimento de R$ 1 mil por mês, de acordo com Sanches.
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Como diversificar investindo em FIIs
A diversificação é um conceito importante para todos os investidores. Isso se dá mesmo dentro de uma classe de ativos. No caso dos FIIs, há tantos fundos diferentes desse segmento que é possível diversificar com facilidade.
“Geralmente os fundos imobiliários possuem uma segmentação bem definida, então há fundos de shoppings, de galpões logísticos, lajes corporativas, fundos de papéis, híbridos… uma diversidade que permite mesclar diferentes tipos de fundos imobiliários ou tipos até um pouco menos comuns. Então, dessa forma você pode diversificar diferentes setores para acabar mais protegido”, diz Sanches.
Para contextualizar, ele cita o exemplo dos fundos de shopping centers, os queridinhos antes da pandemia. Com a economia aquecida da época, esses empreendimentos geravam receitas com a maior frequências das pessoas e suas compras. De repente, com a pandemia, os shoppings praticamente fecharam e os fundos acabaram com uma rentabilidade prejudicada por causa desses meses sem aluguel e sem funcionamento das lojas. Um belo exemplo de como diversificar os aportes te protege de eventos como esse.
“Além disso, é importante você conhecer bastante o fundo para poder avaliar coisas como quantidade de imóveis e tipos de inquilinos em sua composição para evitar que a saída de aluguéis possa provocar um efeito negativo. Esses tipos de diversificação também são importantes”, destaca.
Perspectivas para a classe
O analista da Rico pontua que a perspectiva de queda dos juros impacta positivamente os fundos imobiliários de modo geral. Ele afirma que há dois pontos principais que fazem esse movimento acontecer.
O primeiro é o efeito do valuation, ou seja, da análise mais criteriosa sobre o preço justo de cada fundo. A taxa de juros alta afeta o valuation de qualquer ativo de risco e os fundos imobiliários se enquadram nisso. “Quando se tem uma queda nessa taxa de desconto utilizada para calcular o preço justo desse fundo, há um desconto menor. Logo, o valor justo desse ativo acaba subindo por conta disso”, explica.
A queda da Selic também contribui para a volta do apetite a risco dos investidores. Isso porque, com a rentabilidade menor na renda fixa garantida, o mercado começa a procurar outros ativos como opção para a recuperação da rentabilidade da carteira de investimentos. Com isso, investidores se voltam novamente para os ativos de risco, como são os fundos imobiliários.
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