O Ibovespa opera no vermelho, ensaiando a décima queda consecutiva. O índice não concluiu nenhum pregão no campo positivo desde o começo de agosto. Ao mesmo tempo, o dólar volta a avançar com força nesta segunda-feira (14).
Por volta das 12h10, o Ibovespa descia 1,04%, aos 116.689 pontos. Já o dólar subia 1,11%, a R$ 4,9590.
Ações do Ibovespa
A Embraer, que chegou a subir mais de 5% após apresentação do balanço, passou a desvalorizar e registra queda de 4,50% no início da tarde.
Entre as maiores quedas, destaque também para Yduqs (YDUQ: -11,13%), do setor de educação, que liderava as perdas por volta das 12h15. Na ponta de cima, a CPFL Energia avançava 2,53%, uma das maiores altas do Ibovespa.
Exterior
A China está no foco do investidor. A segunda maior economia do mundo tem apresentado dificuldades para retomar seu ritmo de crescimento, o que afeta diretamente as ações brasileiras, especialmente as ligadas às commodities.
Nesta segunda, tanto petróleo como minério de ferro caem no mercado internacional, afetando algumas das ações mais importantes do Ibovespa.
As perdas do principal índice da bolsa nos últimos nove pregões está relacionada à saída de investidores estrangeiros, que reduzem exposição ao risco diante das incertezas no cenário global e altas taxas de juros praticadas pelos bancos centrais pelo mundo.
Cenário interno
No Brasil, destaque para o IBC-Br e Focus. O boletim do Banco Central indicou que os juros no Brasil não devem cair abaixo de 11,75% até o final de 2023. Alguns analistas apontavam a possibilidade de um ritmo maior de queda, o que não foi confirmado pelo BC, por enquanto.
Por outro lado, o Focus apresentou uma melhora em alguns indicadores, como o PIB. A projeção para o produto interno bruto do país em 2023 subiu de 2,26% para 2,29%.
Outra boa notícia é em relação ao IGP-M. A projeção é que o indicador, utilizado para balizar o preço dos aluguéis, retraia 3,49%. A projeção anterior do Banco Central era de queda de 3,44% no índice.
Já a projeção para o IPCA segue em 4,84%.
Já o Índice de Atividade do BCB (IBC-Br) de junho veio acima das estimativas do mercado, o que pode ajudar a tirar a bolsa da trajetória negativa. O indicador subiu 0,63%. “Isso sugere que o PIB do segundo trimestre deve vir no campo positivo se observados os elementos da oferta”, diz o economista André Perfeito.
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