Dados econômicos dos EUA surpreendem e reacendem medo inflacionário; veja guilhermenaldis

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A bateria de dados econômicos dos Estados Unidos mostrou que a economia do país está mais resiliente do que os especialistas previam. Os números de novos pedidos de seguro desemprego, índice de produção ao produtor (PPI, na sigla em inglês) e vendas no varejo divulgados nesta quinta-feira reforçaram a ideia de a inflação americana ainda não está completamente sob controle.

Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos avançaram 3 mil na semana encerrada em 9 de setembro, a 220 mil. O resultado ficou aquém das expectativas de analistas consultados pela FactSet, que previam alta a 226 mil.

As solicitações de auxílio continuado subiram 4 mil, a 1,688 milhão, na semana encerrada no dia 2 de setembro. A previsão, neste caso, era de 1,703 milhão. O número da semana anterior foi revisado de 1,679 milhão para 1,684 milhão.

Isso quer dizer que há menos pessoas desempregadas nos EUA do que o esperado – o que deve fomentar a inflação -. Pode parecer ruim, mas há uma lógica econômica por trás. Se há muito emprego, há mais consumo. Se as pessoas consomem mais, o mercado eleva seus preços para atender à demanda cada vez maior. E, se a capacidade produtiva das empresas não acompanhar o apetite do consumidor, todos os preços da economia subirão: o que caracteriza inflação.

Índice de preços ao produtor

O PPI subiu 0,7% entre agosto e julho, segundo o Departamento do Trabalho do país. O resultado também ficou acima da expectativa, que previam avanço de 0,4% do PPI no mês passado.

O núcleo do PPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, aumentou 0,3% na comparação mensal de agosto, igualmente acima do consenso da FactSet, de 0,2%.

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No acumulado de 12 meses, o PPI dos EUA teve alta de 1,6% em agosto, uma forte alta em relação ao acréscimo de 0,8% observado em julho. Já o núcleo do PPI registrou avanço anual de 3,0% em agosto, depois de aumentar 2,9% no mês anterior, conforme dados revisados. Neste caso, as projeções da FactSet eram de incrementos anuais de 1,2% do PPI cheio e de 2,6% do núcleo.

A nota informou ainda que o avanço de 0,3% na variação mensal de julho ante junho foi revisado para alta de 0,4%. Novamente, a inflação volta a assombrar. Isso porque, se os insumos para produzir estão mais caros, os produtos finais também estarão. Afinal, todo produtor e comerciante precisa repassar seus custos de produção. É o que se chama de inflação em cadeia.

Vendas no varejo nos EUA

Já as vendas no varejo subiram 0,6% no mês passado, a US$ 697,6 bilhões, segundo o Departamento do Comércio do país. A variação ficou bem acima da expectativa de analistas, que previam alta de 0,1% no período.

“Varejo muito forte vai reacender os temores de inflação, já que o petróleo também está na sua máxima do ano”, afirma Paulo Gala, economista-chefe da Ativa Investimentos.

Excluindo-se automóveis, as vendas no setor varejista americano também mostraram aumento de 0,6% no confronto mensal de agosto.  “Essa caceta, bem maior do que se projetava, deve colocar mais pressão na decisão de novembro do banco central Americano. Para novembro, as apostas já estão subindo quanto a um aumento de 0,25%”, explicou.

*com informações da Agência Estado

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