2025 marcou o quarto ano consecutivo em que o preço dos imóveis superou a inflação no Brasil, de acordo com o FipeZAP. O índice marcou alta de 6,52% contra 4,83% da projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE.
O último ano em que a inflação cresceu mais que o preço dos imóveis no país foi em 2021, quando o FipeZAP subiu 5,29% enquanto o IPCA aumentou 10,06%.
AnoÍndice FipeZAPIPCA (IBGE)200921,13%4,31%201026,86%5,91%201126,32%6,50%201213,03%5,84%201313,74%5,91%20146,70%6,41%20151,32%10,67%20160,57%6,29%2017-0,53%2,95%2018-0,21%3,75%20190,00%4,31%20203,67%4,52%20215,29%10,06%20226,16%5,79%20235,13%4,62%20247,73%4,83%20256,52%4,18%
Entre as 22 capitais abordadas pelo índice, Salvador liderou a alta em 2025, com 16,25%. João Pessoa (+15,15%); Vitória (+15,13%); São Luís (+13,91%) e Fortaleza (+12,61%) completaram o top 5.
O preço médio nacional apurado no âmbito do levantamento foi de R$ 9.611/m². Entre os tipos analisados, os imóveis com um dormitório apresentaram o maior preço médio (R$ 11.669/m²), enquanto as unidades com dois dormitórios registraram o menor valor (R$ 8.622/m²).
O índice registrou um aumento médio de 0,28% em dezembro, desacelerando em relação ao resultado de novembro, que foi de 0,58%. Além disso, a variação no último mês de 2025 também foi inferior ao registro de dezembro de 2024, quando os preços de venda residencial avançaram, em média, 0,66%.
Confira as variações do preço dos imóveis nas capitais em 2025
1. Salvador (BA): +16,25%
2. João Pessoa (PB): +15,15%
3. Vitória (ES): +15,13%
4. São Luís (MA): +13,91%
5. Fortaleza (CE): +12,61%
6. Belo Horizonte (MG): +12,03%
7. Belém (PA): +11,75%
8. Natal (RN): +9,26%
9. Curitiba (PR): +9,08%
10. Florianópolis (SC): +8,65%
11. Cuiabá (MT): +6,41%
12. Teresina (PI): +6,26%
13. Maceió (AL): +6,18%
14. Porto Alegre (RS): +5,39%
15. Rio de Janeiro (RJ): +5,21%
16. Campo Grande (MS): +5,20%
17. Recife (PE): +4,57%
18. São Paulo (SP): +4,56%
19. Manaus (AM): +4,29%
20. Brasília (DF): +4,05%
21. Goiânia (GO): +2,55%
22. Aracaju (SE): +2,23%
*Matéria originalmente publicada em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de Bora Investir