A inflação no Brasil seguiu sob pressão dos preços de alimentos e combustíveis em abril. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), teve em abril alta de 0,89%, depois de subir 0,44% em março.
Com o resultado do mês, a prévia da inflação oficial do país passa a acumular em 12 meses avanço de 4,37%, de 3,90% em março. A meta contínua para a inflação é de 3% medido pelo IPCA, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Veja abaixo o que mais pesou no índice de abril:
Principais impactos no IPCA-15 de abril
Subitem – GeralVariação mensal (%)Impacto (p.p.)Gasolina6,230,32Leite longa vida16,330,11Óleo diesel160,04Tomate13,760,03Energia elétrica residencial0,680,03Refeição0,650,02Plano de saúde0,490,02Perfume1,830,02Cebola16,540,02Lanche0,870,02Plano de telefonia móvel1,310,02Empregado doméstico0,590,02Cenoura25,430,02Etanol2,170,02
Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram alta em abril.
A alta da gasolina (6,23%) foi o principal impacto individual no IPCA-15 do mês (0,32 ponto percentual), após ter recuado 0,08% em março. No grupo Transportes, destaque ainda para os aumentos nos preços do óleo diesel (16%) e etanol (2,17%).
Na Habitação, a energia elétrica residencial teve alta de 0,68% em abril, ante 0,29% de março.
Entre os alimentos, as maiores altas foram da cenoura (25,43%), da cebola (16,54%), do leite longa vida (16,33%), do tomate (13,76%) e das carnes (1,14%). No lado das quedas, destaque para maçã (-4,76%) e o café moído (-1,58%).
Em Saúde e cuidados pessoais, o resultado foi influenciado pelos pelos produtos farmacêuticos (1,16%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e pelo plano de saúde (0,49%).
O IPCA-15 estima a variação de preços coletados entre meados do mês anterior até meados do mês de referência na comparação com o período imediatamente antecedente.
A mais recente pesquisa Focus realizada pelo BC mostra que a projeção para o IPCA este ano é de alta de 4,86% em 2026 e de 4,00% em 2027. A expectativa é de que a Selic termine 2026 a 13,0%.
*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir