O dia da cerveja é comemorado nesta sexta-feira, 04/08, por muitas razões. O primeiro é o fato de que a breja é a bebida alcoólica mais consumida no mundo. Depois, a cerveja é a segunda no ranking geral de líquidos consumidos pela humanidade – só fica atrás da água. Em seguida, vem o fato da bebida movimentar a economia mundial. Só no Brasil, a indústria cervejeira é responsável por 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) total do País.
São mais de 14 bilhões de litros produzidos por ano, que arrecadam cerca de R$ 21 bilhões em impostos, com um faturamento anual médio de R$ 107 bilhões, segundo o último levantamento da Associação Brasileira de Indústrias de Cerveja (CervBrasil).
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Por aqui, ela é quase uma unanimidade. Mas, quem não gosta, tudo bem: é um direito constitucional não curtir uma boa breja geladinha. O que não dá pra fazer é desconsiderar a relevância da cervejaria, que tem mais de 19 mil indústrias pelo mundo, espalhadas em 208 países.
História da cerveja
É muito difícil traçar, com precisão, a história da cerveja. A teoria mais aceita é que ela surgiu acidentalmente, por volta de 7 mil a.C., na Babilônia, no atual Iraque. Provavelmente, cereais como cevada e o lúpulo entraram em contato com a água por acaso e fermentaram sob aquelas circunstâncias inesperadas.
O líquido era sagrado, e era comum encontrá-lo em ofertas aos deuses. Mas foi no Egito antigo que a cerveja ganhou popularidade, já que o álcool do fermentado era um antibactericida interessante em uma época onde não existia geladeira. E, no deserto, desperdiçar água não era uma opção – por isso, essa bebida era sempre uma boa escolha.
Hoje, a cerveja moderna é um elemento básico de toda economia global. Em tempos bons e ruins, a indústria cervejeira tem taxas estáveis de consumo, mesmo que esteja ligada ao poder de compra da população.
O mercado da cerveja
Com exceção dos países em que o consumo de álcool é proibido por lei, a cerveja está presente no mundo inteiro. Hoje, existem mais de 20 mil cervejarias, espalhadas por 208 países pelo globo.
A maioria delas são artesanais ou indústrias de alcance regional. Mesmo assim, o mercado é dominado pelos grandes conglomerados, que produzem milhões de hectolitros por ano. Veja, abaixo, os grandões do mercado da cerveja nas bolsas de valores pelo mundo:
Ambev
A Ambev é dona de marcas de cerveja como Skol, Brahma e Bohemia – e a maior produtora nacional da bebida no País. Além de estar entre as maiores empresas da B3, a bolsa de valores do Brasil, a Ambev é detida pela Anheuser-Busch InBev, que domina o mercado mundial. Lá fora, ela é listada pela Nyse, a bolsa de valores de Nova York.
Aqui é possível investir na gigante de duas formas: pela Ambev mesmo, que tem o código ABEV3 disponível na B3, e pelo BDR da gigante gringa, o ABUD34.
A multinacional surgiu em 2004, a partir da fusão da Ambev com a Interbrew, da Bélgica. Além das marcas brasileiras, a AB InBev tem um portfólio de mais de 500 tipos da bebida, que incluem a Budweiser, Stella Artois, Becks e Hoegaarden.
Heineken
A holandesa Heineken está presente em mais de 70 países e é listada na bolsa de valores de Amsterdã, com o ticker HEINY. Fundada em 1864, a empresa já dominou o mundo e encontrou no Brasil o seu maior mercado consumidor. Afinal, a gente curte mesmo, né?
Aqui no Brasil, a B3 disponibiliza dois BDRs da Heineken para seus investidores desde 2022, o HEIA34 e o HEIO34.
A grande estratégia da companhia é criar produtos locais e que se adequem ao gosto e à cultura do país onde está em operação. Alguns exemplos são a Amstel, Desperados, Affligem, Sol, Tiger e Red Stripe.
Snow
Se você não é fã de breja, pode ser que não conheça essa aqui. Acontece que a cervejaria chinesa Snow representa 25% do mercado chinês, que é o segundo maior produtor do mundo. O primeiro são os EUA, e o terceiro é o Brasil.
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Ainda que não seja tão popular no Brasil, a Snow ganha cada vez mais espaço no mercado internacional e é a mais bebida na China desde 2016. E, se a China é a maior população do mundo, a Snow ostenta o título de cerveja mais vendida globalmente, também.
Sediada na bolsa de Hong-Kong, a snow faz parte de um conglomerado de empresas estatais chinesas que detém 30 marcas regionais.
Molson Coors
Essa canadense chegou no Brasil recentemente e já tem enfrentado os grandões do mercado local. A Molson Coors controla marcas como a Coors, Miller, Blue Moon e dezenas de outros rótulos.
A listagem original é da bolsa de Toronto, sob o ticker TAP. Aqui no Brasil, é possível negociá-la com o BDR M1CB34.
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