A semana traz uma agenda robusta de indicadores e balanços com destaque para o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, Alemanha e China, além do IPCA de julho no Brasil e ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Após o corte de 50 pontos-base da Selic, para 13,25%, na semana passada, o mercado aguarda também para ver as expectativas de inflação nesta segunda-feira, 7/8, no Boletim Focus do Banco Central.
Além disso, dois dirigentes do Fed, Michelle Bowman (diretora) e Raphael Bostic (presidente da distrital de Atlanta) moderam evento nesta segunda-feira.
Entre os balanços esperados aqui, destaque hoje para o do Itaú Unibanco, após o fechamento do pregão, e nos próximos dias tem Braskem, Eletrobras, Gerdau. Banco do Brasil, Ultrapar, B3 e Sabesp.
No exterior
Na Europa, a produção industrial da Alemanha recuou 1,5% em junho ante maio, quando analistas ouvidos pela FactSet previam queda menor, de 0,4%.
Nos Estados Unidos, após o payroll misto da sexta-feira, os dados de inflação são apontados por vários analistas como elementos essenciais para a decisão do Fed . Há pouco, o CME Group apontava que a expectativa majoritária para a próxima decisão, de 20 de setembro, era pela manutenção de juros, com 84,5%, e 13,5% de chance de uma alta de 25 pontos-base nos juros pelo Fed.
O presidente do Fed de NY, John Williams, afirmou esperar que a atuação do BC para desacelerar a economia esteja perto de seu pico e acrescentou esperar que as taxas de juros possam começar a cair no próximo ano. Já a diretora do Fed Michelle Bowman acredita que altas adicionais nos juros dos Estados Unidos provavelmente serão necessárias para trazer a inflação para a meta de 2% a médio prazo.
No Brasil
A semana pode começar com Ibovespa no terreno positivo. O mercado monitora se houve melhora nas expectativas de inflação no Boletim Focus após o corte da Selic e sinalização de mais uma redução também de 50 pontos-base na reunião de setembro.
No front corporativo, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reiterou que o Ibama avalia os pedidos de exploração de petróleo de forma técnica e disse que o órgão revisará a solicitação da Petrobras para atividade petrolífera na Foz do Amazonas.
*Com informações da Agência Estado