O recorde de turistas estrangeiros no Brasil em 2026 foi puxado sobretudo pela visita dos vizinhos da América do Sul, apontam dados divulgados pelo governo federal nesta segunda-feira, 29. Ao todo, o país recebeu 9 milhões de pessoas provenientes de outras nações, crescimento de 40% em comparação ao ano passado.
O país com maior quantidade de turistas enviados ao Brasil neste ano foi a Argentina, que teve 3,1 milhões de pessoas visitando o Brasil, um crescimento de 82,1% em relação a 2024.
Veja as principais origens de turistas para o Brasil em 2026
#País de OrigemNúmero de Turistas1ºArgentina3.100.0002ºEstados Unidos677.8883ºUruguai487.5144ºParaguai454.3275ºChile21.497
Ainda segundo novos dados divulgados, os turistas internacionais movimentaram US$ 7,17 bilhões na economia brasileira entre janeiro e novembro, um avanço de 8,41% em relação ao mesmo intervalo de 2024.
O número de 9 milhões de turistas estrangeiros supera em 30% a previsão do governo para 2025, que era de 6,9 milhões.
Quais os principais destinos no ano recorde de turismo no Brasil
Os dados do governo federal apontam ainda que os turistas estrangeiros tem privilegiado os estados das regiões Sul e Sudeste em suas visitas. Veja:
PosiçãoEstadoNúmero de Chegadas1ºSão Paulo2,5 milhões2ºRio de Janeiro1,9 milhão3ºRio Grande do Sul1,4 milhão4ºParaná958 mil5ºSanta Catarina651 mil
Grandes eventos impulsionam turismo
O governo federal destaca como grandes eventos internacionais atraíram pessoas para o Brasil neste ano, caso da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) e da Cúpula do BRICS.
Ainda segundo o governo federal, o Carnaval de 2025 mobilizou sozinho mais de 53 milhões de pessoas e gerou receitas superiores a R$ 12 bilhões. Já o megashow de Lady Gaga em Copacabana, realizado em maio, atingiu um público recorde de até 2 milhões de pessoas e injetou aproximadamente R$ 600 milhões nos cofres do estado.
Os números do ano devem ainda sofrer um novo impulso com os dados consolidados de dezembro, já que a temporada de verão conta com estimativas altas. Companhias do setor programaram 150 mil voos e 20 milhões de assentos no período, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
*Matéria originalmente publicada em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de Bora Investir