8 mitos e verdades sobre a economia do Brasil em época de Copa do Mundo João Santos

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A Copa do Mundo 2026 de futebol acontece este ano em três sedes, Canadá, Estados Unidos e México, e reunirá 48 seleções, além de fãs e turistas do mundo todo.

No Brasil, conhecido como país do futebol, historicamente há uma grande comoção em volta da competição, e com isso várias afirmações são feitas sobre a interferência da Copa do Mundo no dia a dia dos brasileiros, na economia e até na bolsa.

Por isso, o Bank of America analisou oito mitos e verdades sobre a bolsa e outros aspectos da economia que podem variar em tempos de Copa do Mundo. Confira:

1 – O volume negociado em bolsa cai durante a Copa do Mundo: Verdade ✅

Segundo levantamento do BofA até a Copa de 2022, o volume negociado na bolsa brasileira foi em média 17% menor durante a Copa do Mundo. O volume é ainda menor em dias de jogo da seleção brasileira, 36% menor.

2 – Para assistir o jogo da seleção, o Brasil para: Verdade ✅

Além de diversos locais de trabalho liberarem os funcionários para o jogo da seleção, foi registrado que o consumo de energia caiu 20% em relação aos dias de semana normais durante as partidas do Brasil nas duas últimas edições da Copa do Mundo. 

No entanto, o impacto dessa “parada” tende a ser limitado, já que uma partida de futebol normal geralmente dura no máximo duas horas (0,02% do total de horas durante um ano, ou 0,16% assumindo todas as sete partidas possíveis até a final da Copa). 

3 – A venda de cerveja aumenta durante a Copa do Mundo: Verdade ✅

Espera-se que a venda de bebidas aumentem durante os jogos da Copa, mas não tanto quanto em 2022. A última competição mundial de futebol aconteceu em dezembro, durante o verão brasileiro, o que potencializou as vendas.

A principal beneficiada é a Ambev, maior empresa do ramo no país, mas o aumento não deve significar uma virada de jogo. 

4 – A Copa do Mundo aumenta vendas e consumo de eletrônicos: Mito ❌

Apesar da expectativa de muita gente acompanhando a Copa do Mundo, as TVs de tela plana tendem a ser itens de baixa margem e a maior parte da lucratividade vem de financiamento ao consumidor com margem mais alta e garantias estendidas. Espera-se também que os horários dos jogos reduzam o tráfego nas lojas, mitigando qualquer aumento nas vendas para varejistas de eletrônicos.

5 – Compradores ficam mais em casa: Verdade ✅

Segundo o relatório do BofA, embora os shoppings no Brasil sejam uma importante fonte de entretenimento, eles não podem competir com as partidas da Copa do Mundo. Assim, o banco acredita que haverá uma redução considerável no tráfego de pessoas mesmo quando os shoppings estiverem abertos. 

As operadoras mencionam uma redução histórica de vendas em dias de jogos de até 50%, dependendo da categoria e do horário do jogo, já que as compras em shoppings tendem a ser oportunistas. Essa tendência se estende às construtoras. As bancas de vendas tendem a ficar mais vazias em dias de jogos. No entanto, os compradores muitas vezes apenas adiam suas compras, já que as casas são (geralmente) compras planejadas. Portanto, é esperado um impacto global limitado em shoppings e construtoras.

6 – Consumo de caixas são maiores em anos de Copa: Verdade ✅

Segundo o relatório, as remessas de caixas são em média 12% maiores em anos de Copa do Mundo. O uso tende a ser alavancado por maiores vendas de produtos ligados à competição, como camisas, bolas, alimentos e cerveja.

Outro fator que também colabora com o número é que as Copas do Mundo coincidem com as eleições nacionais no Brasil, o que também é importante para a demanda de papéis e cartões. 

7 – Venda de serviços de TV por assinatura e internet aumentam muito: Mito ❌

“Embora possa haver um aumento marginal nas vendas de pacotes, não esperamos que tenha um impacto significativo nas receitas, especialmente porque os consumidores podem aproveitar ofertas pontuais de pay-per-view. Além disso, muitos eventos esportivos são transmitidos em serviços de streaming, que podem atender melhor à demanda do consumidor”, afirma o BofA.

8 – Os procedimentos eletivos de hospitais caem significativamente: Mito ❌

Para o banco, não há evidência que isso aconteça. O BofA analisou dados da empresa Fleury nos últimos anos e concluiu que a interferência é mínima. “Embora esperemos uma redução temporária em alguns procedimentos específicos, não vemos impacto relevante nos fundamentos da empresa”, afirma.

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